Álbum traz participações das "bad girls" do momento
Suas reclamações sobre estar excluída são uma breve auto-análise. Já se vão quatro anos desde o último álbum de inéditas (“Hard Candy”), o maior intervalo em sua carreira de 30 anos – isso sem falar no surgimento de uma rival com a mesma ambição loira que a caracteriza: Lady Gaga.
As letras das 12 canções, extremamente pessoais, dificultam a distinção entre a lenda pop e a mortal cujo casamento de oito anos com o diretor de cinema Guy Ritchie acabou em um divórcio dolorido. “Eu tentei ser uma boa garota, tentei ser sua esposa”, afirma em “I Don’t Give A.”
É essa vulnerabilidade que dá vitalidade a “MDNA”. O sofrimento de ter interpretado um papel que não era seu torna aceitável que ela cante como uma adolescente sobre beber muito e “tuitar no elevador”. Comparar um novo amor a Mike Jordan e Abraham Lincoln pode parecer bobagem, mas é seu jeito de transformar a crise pessoal em música.
“Sei que não deveria agir assim”, desabafa em “Girl Gone Wild”, que já toca nas rádios do Brasil. O tom confessional também impede as críticas ao fato de ela ter lançado mão de recursos óbvios para garantir novos sucessos.
A “material girl” é uma consumidora esperta, por isso selecionou as “bad girls” do momento – Nicki Minaj e M.I.A. – e os melhores produtores – Martin Solveig e William Orbit – como apoio para este trabalho. Foram escolhas certeiras, sem dúvida. A batida dançante, a linha de baixo viciante e os estouros das melodias são perfeitos.
“MDNA” é Madonna em seu estado mais puro. Ela pode alegar se sentir um peixe fora d’água, mas sempre será a rainha do pop.
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